Arquivo da categoria: Arma Zen do Brito

Arma Zen do Brito: Sombras do passado – um filme sobre o olhar

Baseado na obra literária “Red Dust”, de Gilian Slovo, “Sombras do Passado” conta a saga de Alex Mpondo (Chiwetel Ejiofor), negro e membro do parlamento sul africano. Preso e torturado durante 31 dias nos tempos do apartheid por militar no braço armado da resistência negra, o político retorna à sua terra natal para defender os interesses de Steven Szela, amigo com quem fora preso e que desaparecera no quarto dia de “interrogatórios”.

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Arma Zen do Brito: O presente dos gregos

Estátua "O guerreiro em seu cavalo" - Skopje - Macedônia

Alexandre III da Macedônia, ou “Alexandre, O Grande”, ou “Alexandre Magno” viveu entre os anos de 356 e 323 antes de cristo. Quando jovem, o futuro general-monarca teve como preceptor ninguém menos do que Aristóteles. Arguto comandante de guerra, assumiu o trono do seu reino aos vinte anos, quando seu pai foi assassinado, iniciando uma saga de treze anos marcada por conquistas lendárias.

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Arma Zen do Brito: Namorados

Nunca sabiam,
solidão ou saudade?

Bem poderia,
o querer ser vaidade.

Inocência,desatino,
ou maldade?

Tudo bem
meu bem.

Primeiro o amor,
depois a verdade.

Mas é mentira,
e mentira é paixão.

Que é pá!
Iiiiihhh, e chão.

Delicada, feito bolha
de sabão nas nossas mãos.

É bom é bom é bom
é bom é bom é bom…..

 

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Arma Zen do Brito: Obrigado Ronaldo!

Linguagem universal, física, polêmica, passional e não verbal, o futebol comunica beleza a diferentes culturas. Sua importância reside na capacidade natural de amalgamar a humanidade através do encanto. Ele nasceu no final do século XIX, quando a Inglaterra, um império decadente, o legou para o futuro como um brinquedo maravilhoso.

Pier Paolo Pasolini, cineasta italiano, costumava dizer que os brasileiros são monstruosos no futebol de poesia, baseado na arte do drible. Comparação feliz. Existe mesmo um futebol de prosa, objetivo e geométrico, tático, e um futebol de poesia, lírico e ilógico, lúdico.

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Arma Zen do Brito: Resposta da confraria dos escritores orgiásticos ao imortal da academia

Sentimos-nos muito envaidecidos com o estímulo que nos outorgastes, caro imortal, mas precisamos recusar o seu convite. Somos uma confraria de escritores que não aceitam participar de academias de letras e afins e, por princípio ético, desconfiamos de associações que nos convidem a compor seus quadros. Interessados em um de nós? Com todo respeito, ora, coisa boa não pode ser. Acreditamos que fundar a Academia Brasileira de Letras foi outra das ironias de Machado de Assis, seu gênio era muito dado a isso, como bem sabem os leitores, os verdadeiros imortais da literatura. E se não lhe convidamos a fazer parte da confraria, não é por não o ter em alta conta, nem tampouco falta de educação nossa, almas quase sempre delicadas. Somos confraternos demasiadamente informais para os convites, nos reconhecemos simplesmente.

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ARMA ZEN DO BRITO: Casa Pelé – Ideias pequenas, grandes Jogadas!

Estátua do Rei Pelé, em Três Corações

No último dia 16 de maio, a capa do jornal “Folha de São Paulo” destacou a conquista do Campeonato Paulista de Futebol pelo Santos. Dia bastante feliz para o Rei Pelé, um dos responsáveis diretos pela permanência do craque Neymar no clube. Em Três Corações, a boa luz prenunciadora do outono entrava pelas grandes janelas da Casa da Cultura e aquecia o ambiente, tranquilizando quase todos os servidores daquela secretaria. Valério Neder, o secretário municipal, era a exceção. Conhecido pelos arroubos autoritários desde que assumiu a pasta, ele tamborilava os dedos na mesa nervosamente, frustrado com o resultado da licitação para a reconstrução da “Casa Pelé”, o primeiro lar do tricordiano e brasileiro mais ilustre do mundo.

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Arma Zen do Brito: Bastidores de um golpe militar no Brasil.

Palácio do Piratini, Porto Alegre, 1961.

– Olha general, o senhor não passa de um golpista filho da puta!

Com esse insulto, Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul, encerrou a ligação para Arthur da Costa e Silva, comandante do IV Exército, no Recife. O gaúcho tentava, em vão, influenciar o general a se posicionar contra o veto dos ministros militares a posse do vice-presidente, João Goulart (Jango), substituto legal de Jânio Quadros, que havia renunciado.

Poucas horas depois do telefonema, Odilo Denys, ministro da Guerra, ordenava que o comandante do III Exército, Gen. Machado Lopes, invadisse o Piratini e depusesse o governador à bala. Nesse dia, Jango estava em missão diplomática na China, após visitar a União Soviética, as duas maiores potências comunistas daqueles tempos. Seu cunhado, Brizola, vivia aos sopapos com os militares. O confronto sangrento começava a se desenhar.

Sabendo que a situação era grave, o governador gaúcho chamou a parte da imprensa que lhe era simpática para incitar o povo a apoiá-lo. Quase num passe de mágica, os porões do Piratini se tornaram a nova casa do jornal Última Hora e da Rádio Guaíba. Com um discurso rápido e inflamado, Brizola denunciou o plano dos militares e convocou a população para o confronto. As transmissões da “Cadeia da Legalidade”, decisivas para essa história, começavam.

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Arma Zen do Brito: Tricordiano 1 X 1 BOA-Varginha: política e esporte

Tristes os tempos em que os homens lutavam contra leões nas arenas, foi uma época não conheceu a glória pelo empate. Com este resultado nada burocrático, testemunhado por duas torcidas emocionadas que reviraram as entranhas até o último minuto do jogo, o Boa-Varginha conseguiu a vaga na primeira divisão do campeonato mineiro em cima do Tricordiano. Foi um épico regional político e esportivo.

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Arma Zen do Brito: Sobre o tropicalismo e o trânsito

Nenhuma manifestação cultural representa tão bem o Brasil quanto o Tropicalismo. Nos idos de sessenta a TV chegava ao Brasil para dar os braços ao rádio e ao cinema e incluir o país definitivamente no século XX, o da cultura de massas. Vinicius de Moraes e Chico Buarque, paladinos da palavra escrita, bateram a porta da biblioteca com raiva e torceram o nariz para novidade.

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Arma Zen do Brito: Tancredo Neves, Tiradentes. Outro Preto, Cagliari

Sobre os 26 anos da morte de Tancredo Neves.

 Está em fase de finalização o documentário “Tancredo: a travessia”, do cineasta Silvio Tendler, com lançamento previsto para 2011. Leio a notícia em um agradável café na Praça Tiradentes, em Ouro Preto-MG, onde há 219 anos fora exposta a cabeça do alferes da liberdade. A cena me faz pensar nas harmonias que regem a vida de um povo se fazendo passar por meras coincidências.

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Arma Zen do Brito: São Jorge Guerreiro da Bahia

Na lua, o guerreiro cavalga para o dragão fazendo uma prece sua. Longe de querer se ver Narciso batalhando no espelho das águas do lago, ele preferia espantar o bicho  para um buraco negro que desse para fora do espaço sideral, e depois ir logo estender-se numa rede entre as palmeiras reais de um solar distante.

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Arma Zen do Brito: Também morre quem atira* (opinião)

*O Rappa

Guernica - a arte da guerra (Picasso)

Ele era um drogado. Aidético. Muçulmano. Adotado e órfão, soubemos por fim. Imediatamente após a chacina da escola Tasso de Silveira, na semana passada, um redemoinho de explicações para a tragédia começou a se formar através da imprensa e pela voz do povo. No movimento das especulações iniciais para as definitivas a sociedade brasileira despiu-se, revelando suas chagas.

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Arma Zen do Brito: Moral da vingança – Sete Orelhas e Lampião (Opinião)

Em 1759, no Sul de Minas, Januário Garcia Leal era um Capitão de Ordenanças honesto e pacífico, num tempo em que ser capitão, honesto e pacífico era quase impossível no Brasil, e não rendia memórias douradoras. Nos dias de hoje, o visitante mais desavisado se surpreenderá ao descobrir, na pacata São Bento Abade-MG, uma suntuosa estátua em homenagem à Januário.

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Arma Zen do Brito: Wikileaks – Documentos do Exército confirmam a existência do ET de Varginha

Nos últimos meses, inúmeros veículos de comunicação têm contestado a história do ET de Varginha com base em documentos publicados pelo exército brasileiro. De acordo com os papéis, um morador da cidade portador de necessidades especiais teria sido confundido com o extraterrestre no famoso episódio de 20 de janeiro de 1996. Uma leitura mais apurada, entretanto, revela o contrário: os relatórios confirmam a existência do ET de Varginha.

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Arma Zen do Brito: Amor, sexo, água potável e ódio (ficção)

Ainda limpando com as mãos o sono dos olhos, levanto a cabeça e vejo, por entre as pernas, Amin em seu ritual matinal diante do espelho. Aprendi a gostar dela desde o primeiro momento. Um singelo afago nos meus cabelos, por sorte minha e engano dela, nos apresentou. Mesmo envergonhada ela foi tão diligente quanto delicada ao se desculpar. Fui prontamente seduzido por aquele sorriso, paisagem que ainda conserva a força de me comover.

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