Trabalho de estágio de acadêmica da Unifenas/Varginha é homenageado em Pouso Alegre

Vania Aparecida Raimundo de Souza realiza um trabalho com 90 recuperandos e foi eleita a voluntária do mês pelos próprios assistidos. (Arquivo Pessoal)

Um importante projeto, que tem como foco o processo de recuperação baseado na valorização humana, rendeu uma homenagem à acadêmica do 7º período de Psicologia da UNIFENAS/VARGINHA, Vania Aparecida Raimundo de Souza. Ela foi eleita pelos recuperandos da penitenciária de Pouso Alegre como a “Voluntária do Mês”.

Vania desenvolve, desde o começo do ano, um trabalho com 90 recuperandos. Uma vez por semana são realizados encontros com o debate de temas planejados, como: valores, processo de mudança, liberdade, responsabilidade, sentido de vida e outros mais. Para despertar o interesse dos participantes e efetivar o aprendizado, a voluntária utiliza os mais variados recursos. São indicadas leituras, filmes, músicas, vídeos, além da realização de workshops, dinâmicas e outras atividades.

Esse projeto faz parte do estágio em Psicologia Forense, que Vania tem que cumprir durante o curso e a ideia de realizar seus trabalhos dentro da penitenciária partiu do interesse em conhecer mais a metodologia utilizada pela Associação de Proteção e Assistência aos Condenados – Apac, que batalha por um processo de recuperação, baseado na valorização humana. Ela teve contato com a associação ainda no ano de 2009 e, a partir de então, se entusiasmou e se propôs a ajudar. “Foi lendo o livro “Vamos Matar o Criminoso?”, de Mario Ottoboni, fundador da Apac, que percebi a importância que tinha para a Apac atingir, através desta recuperação, todos os aspectos da pessoa: saúde, educação, instrução, profissionalização, valorização humana, espiritual, etc. Passei então a pensar em uma forma de colaborar”, explica.

Após a análise do que era necessário fazer, a acadêmica apresentou à professora e coordenadora de estágio do curso de Psicologia da UNIFENAS/VARGINHA, Erika Pannain Rezende, o projeto que pretendia desenvolver. Tanto a professora, quanto a coordenação da Apac, acreditaram em sua proposta e a incentivaram a aplicar a teoria na prática. “O estágio em Psicologia Forense me deu esta oportunidade de unir o ideal ao trabalho. O objetivo geral deste projeto é colaborar para a formação integral dos recuperandos, preparando-os para uma efetiva reinserção social”, conta Vania.

Tanto empenho e dedicação têm dado o retorno merecido à Vania. Além da homenagem recebida, ela também vê seu trabalho produzir bons frutos. Há três meses com o projeto em execução, foi notada uma mudança na vida dos participantes. “Percebo mudanças sensíveis não só na fala, mas no comportamento e atitudes dos recuperandos, mas considero que a melhor avaliação vem deles próprios. De suas partilhas, dos depoimentos que fazem quando relatam tudo o que estes encontros têm significado para eles e mais ainda quando se referem às suas novas vivências e descobertas, a partir desse aprendizado”, relata a acadêmica, que reforça que acredita na recuperação do homem, seja ele quem for. “Quando recuperando e sociedade fazem cada qual sua parte, é possível salvar o homem e reintegrá-lo ao convívio social. Isto não é mérito isolado de uma pessoa, mas de todos os que acreditam que é possível haver neste país um sistema prisional que cumpra seu papel punitivo, sem negligenciar a função recuperativa deste condenado”.

Além de cumprir de forma brilhante o seu papel social, a acadêmica ainda conquista uma experiência nesse estágio que, aliada à teoria da sala de aula, enriquecerá ainda mais sua aprendizagem no curso de Psicologia. “Penso que, somente através dos estágios que realizamos, quando teoria e prática se confrontam, que podemos contextualizar o aprendizado, quebrar barreiras, paradigmas e preconceitos”, avalia Vania.

Não há dúvidas que o reconhecimento do trabalho feito pela acadêmica é mais do que merecido e suas palavras para os recuperandos demonstram que tudo que se faz com amor e dedicação recompensa. “Respondi a e eles e repito, que nenhum dos diplomas ou certificados que já recebi ou que por ventura irei receber, têm ou terão, para mim, mais valor do que este”. (Ascom/Unifenas)

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