Acadêmicos de Psicologia da UNIFENAS/VARGINHA se emocionam com história de superação da escritora Silmara Retti

Silmara e o marido, Sérgio, mostram que não há preconceito que supere o amor

Uma lição de vida! Foi isso que receberam os acadêmicos do 1º período de Psicologia da UNFENAS/VARGINHA, durante a palestra proferida pela escritora Silmara Retti. Na última sexta-feira (30), ela esteve na universidade e conversou com os futuros psicólogos. Silmara é conhecida nacionalmente por levantar a bandeira contra o preconceito aos portadores do Vírus da Imunodeficiência Humana, o conhecido HIV. Ela é soropositiva e descobriu que tinha contraído o vírus, do marido, enquanto amamentava o filho mais novo do casal. Seu companheiro, Sergio Rossi, não sabia da doença, que contraiu na juventude, por ter sido usuário de drogas. Os dois souberam que estavam infectados na mesma época.

A descoberta da Aids na família foi difícil, mas Silmara conta que hoje sabem lidar com a situação e viver felizes. “Quando recebi o resultado do exame, me senti uma morta-viva, pois não tinha conhecimento sobre Aids. Suportamos uma barra muito pesada, pois tivemos que superar preconceitos, enfrentar a nova realidade, mas conseguimos ser fortes”, ressalta a escritora. A vontade de viver e de ser feliz, para ela, foi fundamental para que conseguisse transpor essa barreira imposta. “Para mim, a pior doença que existe é a falta de amor. Uma pessoa que reclama se faz sol, se está chovendo, se está frio, se está calor, essa é uma pessoa doente. Eu não me considero doente, porque eu sou feliz. Meu nome não é Aids. Meu nome é Silmara”.
Toda essa história de vida ela conta no livro “Flash: Você sabe o que eu tenho?”. A obra trata de preconceito, superação, amor, solidariedade e ao escrevê-la, Silmara encontrou uma forma de lidar com seu problema e também poder ajudar às outras pessoas.

Companheiro
Sérgio assistiu à palestra da primeira fileira. Sempre atento ao que a esposa falava, demonstrou aos que assistiam o quanto o casal é unido. A união também foi reforçada no final da palestra, quando Silmara mostrou fotos do dia-a-dia dos dois, juntamente aos filhos. Cenas de uma família normal, que tem atividades rotineiras, mas que se diferencia, infelizmente, de muitas outras famílias por possuir um artigo que tem se tornado raro: o amor. “Ensino aos meus filhos, diariamente, o que importa na vida. Eles sabem que amar é o principal e que o preconceito não deve fazer parte das relações. Tenho certeza que eles são pessoas felizes, pois são muito amados”.
A iniciativa de trazer Silmara para Varginha foi do ativista Gustavo Tavares. Na UNIFENAS, ele contou com o apoio da professora do curso de Psicologia, Érika Pannain Rezende para organizar a palestra. A escritora ainda visitou escolas, empresas, unidades de saúde, outras instituições de ensino superior e o Centro Espírita Francisco de Assis. Essa é a segunda vez que ela visita Varginha e espera não ser a última. “Quero voltar aqui de novo. Fico muito feliz de poder contar minha história para vocês e ajudar, nem que seja só um pouquinho, para que vocês sejam mais felizes”, concluiu. (Ascom/Unifenas)

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